sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Hein?! Ah?! Oh?! Hã?!


Sinopse

Hã?! – Muito se fala por aí que dinheiro não traz felicidade. A história de um pobretão apalermado, que vê, de repente, a sua vida se transformar num inferno. Por desconfiarem que está milionário da loteria. Aí, surgem do nada – como sempre! –, vizinhos curiosos, fofoqueiros jubilados, moças solteironas, parentes distantes, políticos, religiosos...

Trecho

“...Buba saiu pelos fundos, escalou o monte que há no quintal, pulou o alambrado da fábrica vizinha, passou pela pinguela sobre o córrego poluído, atravessou um terreno baldio cheio de lacraias, contornou a esquina e... deu de cara com Lindaura. Uma loura opulenta, de seios avantajados e boca carnuda. Caça-otário.
— Oiieeee!!! Tudo bem, Bubinha?! Fiquei sabendo que você está bem de vida...
— Hã?!
         — Agora irá precisar de uma companhia pra cuidar de você, meu bem. Já pensou nisso, tesouro? Alguém muito especial para deixar a nossa mansão em ordem quando você chegar do trabalho em suas empresas.  Ops! Desculpe, estou me adiantando, é que sempre fui apaixonada por você, pedaço de mal caminho. Sabe, Bubinha, quando estou só de camisolinha fico pensando na vida a três entre nós. Fico sonhando com o nosso romance...Será como um conto de fadas. No nosso casamento me vejo de véu e grinalda, num vestido branco de Pierre Cardin, colares e brincos com diamantes 56 quilates da África do Sul. Você me esperará no altar com um terno elegantérrimo, sapato de cromo alemão, cueca samba-canção dourada e gravata de Cristian Dior, com uma máscara do Brad Pitt. Distribuiremos aos nossos dez mil convidados, vindos do mundo todo, dentre eles a rainha da Inglaterra, lembrancinhas folhadas a ouro e prata. Nossa vida conjugal será maravilhosa, teremos sete filhos, nenhum será seu, afinal, nem todo mundo gosta de criança. Eu terei alguns amantes apenas para que a vida não caia na monotonia e venha a estragar o nosso casamento.
         E a robusta moçoila, num ímpeto inesperado, enfia a mão num dos bolsos da calça de Buba.
         — Enquanto não casamos por que você não me dá um adiantamento em dinheiro para o chá de panela? É pouco, só uns 50 mil...
         — Hã?! Aaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!
         O bolso da calça estava furado — como os demais —, e no afã de encontrar alguns caraminguás, a mão da protuberante donzela foi achar o membro do lacônico rapaz.
         — Nooooooooossa, jáááá, precoce, acho bom você pegar um pouco de sua fortuna e fazer um implante aí! Pelos menos uns quinze centímetros. Assim não vai dar pro começo, Tem que ter mais...Eu quero maior!
           Só conseguiu escapulir de Laurinda depois de quarenta minutos, mas notou que quarteirão à frente havia mais um grupo de moças casadoiras. Rapidamente, embocou em outro terreno baldio, desta vez era tanto mato que achou que fosse dar de cara com o curupira. Ficou uma meia hora tentando encontrar a saída. Avistou o outro lado da rua através de um muro quebrado, só ao sair da pequena floresta urbana notou que havia uma cobra enrolada em seu tornozelo...”

Napoleão É o Que Mais Tem Por Aí!


Sinopse

A Culpa é do Napoleão – Um bom funcionário público, samaritano de carteirinha, resolve fazer filantropia na prática pela primeira vez. Tomado por este sentimento sai em busca de uma instituição de caridade para oferecer o seu calor humano. Só falhou em não escolher previamente,  e conhecer!, qual instituição iria visitar...

Trecho

           “...Atônito, entrou em outro quarto e foi recebido por um senhor de barbas longas, vestindo uma túnica branca, meias listradas em preto e branco até os joelhos, segurando um cajado numa mão, uma lista telefônica na outra e uma cueca enfiada na cabeça. Olhou fixamente para Eufrásio e proclamou em tom solene:
            ¾ Ah, você veio finalmente! Seu herege maldito, senhor das trevas! Como ousas me desafiar, não notas que sou Deus? Seu ugandense de araque, comedor de paçoquinhas! Arrependa-se, o dia do juízo final está próximo. Quem mandou você não dar aquele pênalti?! O aleijado ia marcar o gol, seu imbecil!
           Já desesperado foi até o fim do corredor onde encontrou uma escada que o levaria para o andar de cima. Estava tudo às escuras. Entrou na primeira porta, tateando, e antes que pudesse ver onde estava, foi puxado pelo braço. Cercado por várias pessoas escutou de uma delas:
            ¾ Ora, seja bem-vindo, nobre deputado. Nós votamos no senhor. E aquela casinha que o senhor nos prometeu? Já deve ter roubado o suficiente para comprar. Se eu fosse sua excelência eu tirava o ministro da Fazenda e colocava a minha sogra. Precisa ver como ela vai ao mercado com pouco dinheiro e traz um monte de papel higiênico pra nós. Eu adorava quando o senhor falava “minha gente”; tinha “nego” que chegava a se jogar do penhasco de tanta emoção. Na verdade a situação não está tão ruim assim no País, veja só: o preço da régua de medir pegada de gigante está bem em conta. A dúzia da pinta de onça para fazer chá para catapora também está acessível. O quilo da estátua do preto velho está barato. 
           De repente, sentiu que alguém lhe cutucava as nádegas. Olhou para trás e viu que era um anão. Mais que isso, talvez fosse o anão mais chato da história do mundo.
          ¾ O negócio é o seguinte, seu senador, eu estava escondido dentro do bolso do King Kong, quando eu vi o senhor matar com uma estilingada, o presidente Roberto Carlos Kennedy. Se eu fosse você caía fora, mano. A batata vai assar pro seu lado, meu! Eu tô com você engasgado na minha amídala! E não faz cara feia pra mim, que cara feia pra mim é feiúra. Esta direita aqui é conhecida como “Coice de Elefante”. Eu fui campeão mundial de porrada, na categoria rodapé...”

Fantasma "No Equiziste"...E o Diabo?


Sinopse

Que Droga de Diabo! – O clássico confronto do bem contra o mal. O calejado padre exorcista, escudado pelo seu fiel e amedrontado assistente, um padre recém-ordenado, se vê diante de uma batalha titânica contra uma força maléfica. Seria realmente um espírito tinhoso que atormenta a vida de o pobre rapaz? Ver pra crer...ou não crer...”

Trecho

              “...Meia noite em ponto. Aliás, faz quinze minutos que o relógio do corredor que dá acesso ao quarto do endemoninhado parou na mesma hora. Os sacerdotes exorcistas finalmente se preparavam para entrar no quarto.        Todos devidamente paramentados com utensílios necessários ao expurgo do espírito penetra. Dona Méri, por sua vez, escondida atrás de uma barricada de sacos de areia, abraçada a um crucifixo de Itu, chegava a rezar o pai nosso até de trás pra frente, na língua do p, em javanês etc...
           Padre Juanito vestia um colete à prova de balas, capacete militar com as cores do Vaticano, cinturão com balas de hóstia, no coldre, um revólver que espirra água benta, um fone de ouvido para não esquecer versículos importantes da Bíblia, um gibão com a estampa do Santo Sudário, uma máscara com as feições do papa e um penico com o distintivo da Seleção Brasileira, sabe-se lá para o quê? Padre Jilinho, que nem teve tempo para se produzir, acabou pegando mesmo, às pressas, uma fantasia de gorila, que estava no guarda-roupa do padre Juanito. Carregava a duras penas um galão de 30 litros com água benta importada do rio Jordão, ficando assim, na retaguarda assessorando o valente e veterano sacerdote.
           Finalmente a porta do quarto foi aberta e para chocar logo de cara, uma visão perturbadora. O possuído, com olhos fundos, cabelos esvoaçados, nu, dançava sobre a cama, rebolando tal qual uma veterana streaper das altas temperaturas infernais. Cantava com uma voz de arrepiar, gutural, cavernosa, uma famosa cantiga infantil. Mas, de maneira obscena:
           ¾ Ciranda cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta e vocês vão se danar...
           Já se sentindo ameaçado pela guarnição do bem que vinha pela frente, o espírito de porco começou a despejar impropérios em direção aos determinados sacerdotes:
           ¾ E aí, padreco? Como é que vão aquelas beatas papa-hóstias da tua paróquia...tem traçado alguma daquelas barangas? Ou continua mantendo o voto...reprimindo a tua tara? Rá!Rá!Rá! E esse aí, com cara de berinjela estragada, tá se borrando de medo? Rô!Rô!...”

Durma Bem Para Não Despertar a Fera Que Existe Dentro de Você


Sinopse

O Incrível Luque – Qual homem não quis um dia ser uma montanha de músculos só para papar as raparigas das redondezas? Este conto mostra bem o que pode acontecer quando desejos e sentimentos primais ficam retidos nas intrincadas profundezas de nosso ser. Podemos ficar verdes de raiva...ou azul!

Trecho

              “...Luquevaldo Esmeraldo Hulquilino já tinha “entregado pra Deus”. Desistiu de conquistar as moçoilas do pedaço há tempos. Era um poço de carência afetiva. Magricela, quase raquítico, com os ossos insistindo em aparecer mais que a pele, o pobre rapaz já não almejava mais buscar uma companhia para um enlace matrimonial. Então, sua vida era só o estudo. Casou-se com os livros. Gênio na matemática, ultimamente havia deixado momentaneamente o teorema de Pitágoras, pi radiano, álgebra, seno e cosseno, trigonometria e outros bichos, para mergulhar na literatura fantástica da ficção científica. Tornou-se um leitor ávido pelo tema. 
           Luquevaldo morava com dona Gioconda, uma tia solteirona, e com o seu avô, o sr. Phillomeno; que vivia preso a uma cadeira de rodas, debilitado pela idade avançada e por enfermidades. Na hora de dormir dividia o quarto com o seu avô. Não raramente ia parar no sofá, por causa da flatulência do seu progenitor, que deixava o quarto inabitável. Não bastasse este problema, o ronco do adoentado ancião, que mais parecia a turbina de um Boeing, o impedia de adormecer. Com o sono fragmentado, dividido em capítulos, parecendo uma novela, acordava invariavelmente de péssimo humor.
              Dormir não era tarefa fácil, e nunca se esquecerá de uma noite quando foi expulso do quarto pelas características de seu avô. Tentou se acomodar na garagem, mas o galo do vizinho parecia inspirado, não parava de cantar. Nem sendo alvo de iradas tijoladas fez com que o penoso de crista parasse de esgoelar madrugada adentro. Foi para o sofá, mas as molas do antiquado móvel resolveram naquele momento, como que sindicalizadas, saltarem de suas centenárias posições. Desesperado, tentou pernoitar dentro do armário embutido do banheiro, entre sapatos com meias fedendo chulé e roupas urinadas de seu avô, mas nem conseguiu respirar. Sem alternativas particulares partiu para o domínio público: foi dormir no banco da praça. Morto de cansaço desmoronou o seu combalido corpo. Só acordou no outro dia sentindo bater um ventinho gostoso da manhã... havia sido assaltado e deixado nu em plena praça...”

Aconteceu em Tatuporanga


 
Sinopse

Quiproquó no Xilindró – Não vale a pena se estressar! Um delegado vem da capital para assumir em uma cidade pequena. Aparentemente espera levar uma vida frugal no bucólico município caipira, mas forças enraizadas em sua personalidade impedem que tudo transcorra na mais absoluta das normalidades. Tatuporanga que o diga, singela cidade perdida em algum rincão deste continental país.

Trecho

              “...Aquela segunda-feira começara agitada. Uma noticia foi recebida com surpresa geral. O Tico Carteiro, dedicado funcionário da ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos fora preso. E sem nenhuma causa aparente. Por se tratar de uma figura muito querida na cidade, imediatamente o padre Libório, humanista de carteirinha, foi buscar respostas com o delegado para tal acontecimento. Só que foi recebido com pedras na mão:
           ¾ O que o senhor quer aqui? Já veio representar os direitos humanos, hein? O senhor manda na sua igreja e aqui quem manda sou eu!
           ¾ Mas, meu caro delegado, por que o carteiro foi preso?
           ¾ Há uma desconfiança de carta-bomba e ele foi retido...eu disse retido...para averiguação.
           ¾ Carta-bomba? Quá! Quá! Quá! Desculpe-me este acesso de risos, mas o senhor acha que alguém deste pedaço de chão vai mandar ou receber uma carta com explosivos? Quá! Quá! Quá! Isto aqui não é cidade grande, não, onde tá apinhado de neuróticos e marginais...
           Antes que desse mais uma gargalhada, o padre Libório foi preso. A prisão de um porta-voz de Deus criou um efeito dominó. O prefeito, o presidente da Câmara, o agente funerário, um açougueiro, um farmacêutico, um gerente de banco, o dono do centro espírita, uma prostituta e mais algumas personalidades do município foram saber o porquê do ocorrido e também acabaram presos. A única cela da delegacia ficou superlotada, com 40 pessoas espremidas sofregamente.
           O delegado Taboão, temendo um levante popular, mandou os seus incrédulos comandados fecharem as ruas que dão acesso à delegacia e armarem barricadas avançadas. E eu, Muca Pururuca, que estava tomando um saboroso sorvete de jatobá ali perto, fui preso só porque o delegado gostava de números redondos...”

Sai, Urucubaca!!! Saravá, São Jorge!!!

Sinopse

Para Nunca Mais Esquecer – É difícil existir algum ser humano que não tenha se queixado do andamento de sua vida. A não ser que seja rico. Todos têm problemas, principalmente de ordem financeira. Então, surgem questões na mente das pessoas. “Por que será que não progrido na vida?”, é uma delas. Cada um avalia e interpreta de um jeito a sua sina. Mas, e se alguém quiser enveredar para o lado místico-macumbeiro da história? A influência do sobrenatural no cotidiano das pessoas....Saravá, meu Pai!

Trecho

          “...Dias depois, sem que sua mãe soubesse, Zélio resolveu ir consultar o pai-de-santo. Pai Lumumba, um octogenário macumbeiro, que pela sua idade avançada só atendia casos especiais. O velho recebeu Zélio e o tio num pequeno cômodo de sua paupérrima casa, forrado de estátuas e quadros de entidades do além, velas coloridas, patuás...
        ¾ Saravá, meu Pai Lumumba! Trouxe o meu sobrinho para tomar um passe especial. Este não progride na vida! Tá atolado até o pescoço!
        E o preto velho, fumando cachimbo, respondeu, com intervalos para tossir muito:
           ¾ Hum! Hum! Suncê tá cum us caminhu fechadu, zifiu!... Cóf! Cóf! U véio pódi inté sinti as vibração negativa. É o Exú-Caveira e o Caboclo Tranca-Rua infernizando a tua vida, fiu... Cóf! Cóf! Eles são danadu! Percisamu disfazê di quarqué forma us trabaio qui ti amarrô... Cóf! Cóf! Arrrggghhhhh...cóf!...cussppp! Suncê percisa é di um banhu di discarregu i um dispacho inspeciar... Cóf! Cóf!
        Pai Lumumba orientou que Zélio Caçamba seguisse à risca os seus preceitos. Naquele momento quase que teve de abrir um guarda-chuva, pois toda vez que o velho tossia, os perdigotos caíam sobre o pobre infeliz. Foram intermináveis quinze minutos. Período que teve de aturar um festival de baforadas de cachimbo, fumaça de incenso e uma chuva de perdigotos:
        E prescreveu ao seu incrédulo paciente:
           ¾ Vamu quebrá essi tabu. Cóf!, Cóf! É Mandiga dá braba. Suncê vai num sumitério e pula trêis túmbalu di pretu, trêis di brancu i trêis di japoneis. Cóf!, Cóf! Issu qué dizê as união das raça du nossu Brasir. Numa sexta-feira de lua cheia, meia-noite em ponto. Adispois, suncê sai di fastu, oiando pra frenti, sirugando uma vela vermeia. Quando suncê tivé du ladu di fora du sumitério, é só dizê: “Saravá, São Jorge!” Prontu, é uma maravia. Tu vida vai miorá uma belezura adispois dissu!
        Depois de uma pequena pausa do velho, só se ouviu de Zélio:
        ¾ E-eu t-tenho m-m-medo! O senhor vai comigo, tio Germano?!
        E o preto velho arrematou:
           ¾ É sozinhu fiu, sinão num faiz efeitu, num faiz,  não!... Cóf! Cóf!...”

Se Fosse em Brasilia..Meu Deus...


Sinopse

O Surto – Em uma cidadezinha do interior ocorre um fenômeno sui generis. Grande parcela da população sofre de esquizofrenia. Essa patologia maciça fez com que autoridades especialistas no assunto, se interessassem em estudar o fenômeno a fundo. Mas um dia, em especial, ficaria marcado para sempre na história do psiquiátrico município.

Trecho

“...Na sacristia da igreja matriz, o padre grita por socorro. Foi preso pelo seminarista Teobaldo; que ficou de DP na matéria Exorcismo Aplicado.
         — Sossegue, padre, ELAS, as sacras vozes, celestiais e divinas, me alertaram que o senhor está com o diabo. Por enquanto não posso libertá-lo, vou procurar ajuda na diocese, lá poderão me orientar sobre qual caminho seguir. Esse bicho safado e chifrudo, rei da mentira, mestre da intriga, perito em jogar truco, não me engana! Amaldiçoada criatura das trevas, em todos os lugares está esse bode sujo! Semeador da discórdia, deixou o Corinthians na fila por 22 anos! Até os cupins dos bancos da igreja estão possuídos. As estátuas dos santos se mexem e pedem cachaça! As figuras sagradas das pinturas começam a rebolar quando passo perto delas. Isso só pode ser obra nefasta do Coisa Ruim! Vá de retro! Chiste! Passa! Vá deitar! À nível de, os capeta está em todos os lugar,danado!, até me faz errar o português! Criatura morfiosa, técnico do time de Hitler! O vinho está com sabor de guaraná ordinário, a hóstia tem gosto de paçoquinha. As velas parecem luzinhas pisca-pisca de Natal, acedem e apagam a qualquer momento.  Até a pintura da Santa Ceia, no teto da igreja foi atacada, apareceu a figura do Mussum, dos Trapalhões, no lugar de um apóstolo. Sacrilégio! Mas não adianta, príncipe das trevas, arauto da escuridão, rei dos apagões brasileiros, jamais conseguirá ser maior que o filho do meu Senhor Deus... Júlio Iglesias.
         Desconfiado de tudo, até de si mesmo, Teobaldo se trancou no confessionário, havia se esquecido do doberman que ali fora aprisionado por ele próprio. Seus gritos de socorro eram lancinantes...”

Que Tal Olhar Melhor Para a Sua Parceira?


Sinopse

As Fantasias do Jeremias – A grande vilã desta história é a rotina. Marido dedicado resolve sair cidade afora em busca de realizar as suas fantasias sexuais mais vertiginosas. Antes que o seu casamento seja consumido pela mesmice de um modorrento cotidiano – sem a mínima criatividade do casal.

Trecho

“...Jeremias saiu bem antes, em busca cega e obsessiva de realizar as suas fantasias mais diletas. Por aonde quer que passasse, só enxergava em sua frente a delgada e insinuante silueta de uma fêmea: era no outdoor, no muro pichado, na barraca da pamonha, na parede da sinagoga, em todos os lugares que olhava. Esbaforido, pegou o papel errado, no qual havia marcado o endereço da profissional do sexo, e foi parar numa pousada para tuberculosos. Ansioso de babar, tentou ligar do orelhão, pois tinha o fone da rapariga em outro pedaço de papel, mas não conseguia. No primeiro orelhão só dava ocupado; no segundo nem telefone tinha; no terceiro não aguentou o cheiro de urina; no quarto tinha uma velhinha com catarata que não acertava o número; no quinto a ligação caiu na Indonésia...
         Era noitinha quando finalmente chegou ao seu destino. Isso depois de atravessar duas pinguelas, abrir cinco porteiras e trafegar por uma estrada de terra que mais parecia culminar nas profundezas do inferno.  A mesma voz que lhe passou o endereço por telefone foi quem respondeu, depois de bater na porta:
         — Entre. Entre e fique à vontade...
         De pernas dissolvidas, Jeremias entrou e logo se assustou, ao dar de cara com uma cacatua – fantasma de papagaio? – que repetia:
         — Entre. Entre e fique à vontade...
E entrou. Penumbra típica de bordel, passou por uma sala com móveis dos tempos de Dom Pedro, logo avistou uma senhora em uma cadeira de rodas, que dormia um sono dos mais profundos, mas nada da garota contratada.  Ela despertou quando Jeremias pisou em falso numa ripa solta do assoalho de madeira.
         — Pois não?
         Deve ser a tia da moça, de repente até moram juntas. Hoje em dia, devido às dificuldades, é muito normal, pensou Jeremias.
         — Desculpe acordá-la, mas é que estou procurando uma moçoila chamada Panther; Gold Panther...”

Parem o Brasil Que Eu Quero Descer!


Sinopse

Presidente Imprudente – Famigerado presidente de outrora desta República, em meio a um mar de lama do seu governo, bombardeado por todos os segmentos da sociedade, resolve visitar a pacata Sururunãoacaba, para pedir proteção espiritual ao decano religioso. Retrato tragicômico de um Brasil pra ser esquecido...ou pra ser lembrado sempre...como triste exemplo.

Trecho

“...Ao chegarem à fazenda, mal estacionavam as charretes e preparavam-se para descer, quando apareceu um boi reprodutor enfurecido em busca de fêmeas no cio. Os cavalos das charretes se assustaram e os membros da comitiva pulavam desesperadamente para onde dava. Uns subiam no telhado da sede da fazenda, outros corriam para a tulha, mergulhavam no cocho, trepavam nos coqueiros, até uma paineira, que é dotada de consideráveis espinhos, foi escalada...Um deputado federal, no auge do desespero se jogou num poço profundo. O presidente, que tentava controlar as rédeas do assustado cavalo de sua charrete, dava gritos pedindo ajuda:
           ¾ Minha gente...não me deixem só!
           Porém, o ensandecido boi reprodutor continuava querendo chifrar tudo que viesse pelo caminho. Foi quando o cavalo da charrete do presidente teve a sua rotunda traseira espetada pelo ruminante. Dava coices, relinchava de dor, empinava fazendo a charrete gingar para um lado e outro, derrapando. Subitamente empacou e acabou lançando o presidente para o interior de um chiqueiro de porcos. Em meio à tradicional lama do recinto, enquanto tentava se livrar dos porcos, que curiosos, lhe assediavam roncando e cheirando-o, os seus aliados sofriam para se desvencilhar do boi tarado. De joelhos, na podre lama do chiqueiro, o presidente, com os punhos cerrados, gritava palavras de ordem:
         ¾ Vamos acabar com essa pantomima! Isto é uma pilhéria! Vamos dar epílogo a esta momice, seus bonifrates!
Ao cabo da tormenta todos estavam com as suas respectivas vestimentas imundas, sem a mínima condição de aparecerem em público. O prefeito ordenou que seu secretário solucionasse o problema o mais rápido possível.
         Enquanto a nova roupa não vinha, depois de um bom banho tomado e uma refeição reforçada, os presentes ficaram do jeito que podiam: uns enrolados em toalhas, outros de cuecas...  O prefeito não sossegou enquanto o presidente não aceitou o seu pijama predileto. Seria o pijama uma premonição de que uma longa inatividade política estaria por vir?...”

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Chutaram o Pau da Barraca (e Botaram Fogo!)


Sinopse

Quando o Circo Pega Fogo – Quem poderia desejar mal a uma “casa de espetáculos” tão tradicional em todo mundo? Mãos criminosas ateiam fogo no circo aqui e acolá. Um mistério que assombra pela magnitude e faz com que grandes investigadores mergulhem no rumoroso caso. Salvem os palhaços, pelo amor de Deus! Quáquáquáquá!!!!!!!

Trecho

“...Cada caso é mais dramático que o outro, toda vez enquanto um determinado circo se consome em chamas, pessoas choram aos cântaros ao redor do lugar que era para se sorrir. Malditas sejam essas criaturas desalmadas que querem ver a tristeza alheia! Vão arder no fogo eterno! E sem circo!
         Na periferia de uma cidade grande o ocorrido tomou contornos de tragédia imensurável, em meio às homéricas labaredas e a polvorosa debandada do respeitável públicooooooo!, via-se os astros do espetáculo correndo alucinados sem rumo algum. A mulher-barbada teve todo o seu objeto de trabalho tostado, sobrou apenas um resto de bigode à Carlitos. O habilidoso e veterano trapezista foi errar a sua mais difícil evolução justamente no momento em que a rede de proteção era consumida pelo fogo. E o mais doloroso, o símbolo do circo, o palhaço Xexelé foi visto correndo com nariz, peruca, maquiagem e só de cuecas, tropeçando no enorme e característico sapato, com a gravata de bolinhas em brasa. Tinha gente que ria, tinha gente que chorava. Dois sádicos gritavam em meio à multidão, já correndo em disparada:
         — Hoje tem marmeladaaaaaaaaa???
         — Tem sim, senhoooor!!!
         — E o palhaço, o que é? É Ladrão de mulher?
         — Nãooooo, é linguiça tostada, qua!quá!quá!
         Os animais também sofreram, as satânicas labaredas consumiram a juba do leão e cegaram o crocodilo. E o dono do circo, com característico sotaque argentino, enquanto o seu ganha-pão se consumia, trancado em seu trailer (uma Kombi 69), afogava o seu desespero na maldita da cachaça, ao som do mais melancólico tango já composto...”

Pra Não Dizer que Não Falei do Hino...


Sinopse

Batatinha Quando Nasce – Esta história evoca tempos obscuros de nosso país. Um fiel comandante da ditadura militar e o dilema do seu sepultamento, que assume contornos dramáticos por causa do testamento dele exigir que fosse cantando, antes do enterro, o hino predileto do homem de ferro. Mas, na hora H, ninguém sabe ou se lembra qual hino seria?

Trecho

           “...¾ Será que não é o Hino Nacional? ¾ e emendou, num tom tão desafinado, que se os mortos pudessem, reclamariam:
           ¾Oviram do Ipiranga às margem prácidas, de um polvo histórico, o brado rebombanteeee...”
           Só não foi vaiado devido ao clima do acontecimento. Porém, na ânsia de acabar com aquela situação constrangedora, despertou nos demais um espírito comunitário musical. Logo, prestativamente, todos se colocaram a pensar e cantarolar os versos de qualquer música que vinha à cabeça; e que de repente, pudessem evocar a melodia e refrescar a cabeça da viúva. Um tenente cantarolou o hino dos pracinhas na Segunda Guerra Mundial:
           ¾ “Você sabe de onde eu venho(...)Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra...”
           Um capitão também deu o seu pitaco, cantando o hino do regimento que o general comandava:
           ¾ “Ó ilustre batalhão/Que orgulha esse Brasil/Brilha feito um canhão/Nesse céu de azul anil.”
           Mediante a tantas tentativas e já que todo mundo estava dando a sua opinião, batucando numa caixinha de fósforos, o embriagado coveiro resolveu entrar na roda, sem saber o perigo que corria:
           ¾Cença, madama, cença seus polícia...eu gostaria de cantá um sambinha” ¾ e antes que fosse reprimido, emendou:
           ¾ “Ô coisinha tão bonitinha do paaaai...”
           Olhou ao redor e ao ver as caras amarradas de reprovação, ainda teve coragem de sugerir:
         ¾ “Seus dotô, num seria aquela intão: Si gritá pega ladrãoooo, num fica um mermão...Ou quem sabe aquela do Caetano Venoso: Num possu ficá nem mais um minuto cum vocêeeee, sintu muitu amô, mais num podi sê, moro em Jaçana, si eu perdê esse trem, qui sai agora as onzi hora, só amanhã de manhã...”

A Culpa Sempre é da Matemática!


Sinopse

Um Mais Um Não São dois – quem não tem medo da matemática? Pode até deflagrar uma psicopatia em uma pacato rapaz, que enxerga nela o seu verdugo, o grande algoz de sua vida. A combinação de números que surge no cotidiano dele, parece conspirar contra a sua sanidade mental. Afinal, com a matemática temos que ter nervos de aço!

Trecho

           “...Não conseguia bons empregos. A neurose dos números causou um trauma em sua personalidade. Vivia escaldado com a possibilidade de encontrar pela frente o seu algoz.
           Já adulto, em épocas de vacas magras, arrimo de família, conseguiu um emprego de faxineiro num clube de futebol de sua cidade, que disputava a 4ª divisão de profissionais. Sem opção alguma, Evilásio pegou na vassoura e se conformou com os seus parcos vencimentos mensais
           Tudo ia bem até que um certo dia, a fatídica iria cruzar o seu caminho.Sem maiores explicações  foi transferido para as bilheterias. Além do trabalho tradicional, de vender ingressos nos dias de jogos, iria auxiliar o tesoureiro do clube na contagem da renda e do público. Era o seu flagelo que mais uma vez se posicionava ameaçador à sua frente. Tirando-lhe do sério, causando-lhe pavor e mexendo com o seu abalado sistema nervoso.
           Mas afinal, o que poderia fazer Evilásio? Jogar o emprego fora? Em tempos tão bicudos, de dificuldades econômicas para quase todos, em que seria penoso arrumar um outro emprego? E ainda mais tinha a agravante de ter de sustentar a família. Aceitou sem dar um pio.
         Já perturbado por ter que conviver com os números, começou a notar estranhas e amargurantes coincidências nas contagens de renda e público. Nas primeiras vezes o total dos números do público pagante sempre se repetia: 888, 2.222, 333... Depois era decrescente: 3.210, 4.321, 876... Logo após, a situação era inversa: 1.234, 789, 654...Numa determinada época, os números eram salteados: 1.414, 2.626, 979... Se as combinações não acontecessem com o público, aconteciam com a renda do jogo...”

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Melhor Continuar Trabalhando...


Sinopse

Jogo de Empurra – A saga de um idoso neste país, tentando se aposentar dignamente, depois de uma vida toda de trabalho árduo e intenso pra poder dar uma vida mais confortável à sua família. Percorre ansioso o labiríntico prédio da Previdência Social e aí se inicia o drama na vida do bom velhinho, ao ser mandado de uma seção para a outra, por funcionários pouco interessados em resolver o problema.

Trecho

“...Antes de descer no ponto em frente ao prédio da Previdência, pôde vislumbrar o edifício desejado. Lembrava a caixa-forte do Tio Patinhas, com se tivesse um enorme cifrão em suas herméticas e inexpugnáveis paredes — antes fossem à prova de roubo! Nessas horas de profunda ansiedade, comum é brotar inseguranças de toda parte, ocorreu-lhe amargas lembranças das noticias da televisão sobre escândalos de desvios de dinheiro público; além do eterno déficit da Previdência — que nunca sai do vermelho, nunca! A culpa é dos aposentados!, quem mandou eles não terem morrido antes, agora, oneram os cofres públicos. “Será que vão roubar o meu dinheirinho tão suado, meu Deus?”
         Ao tocar a sarjeta com a ponta do pé já se viu rodeado por camelôs, pessoas que distribuem papeizinhos de propagandas e até uma matrona prostituta.
         — Olha o isqueirooooooooo!
         — Compramos ouro! Compramos ouro!
         — E aí, broto maduro, não quer gastar a sua aposentadoria comigo?
         Eram tantas as pessoas oferecendo produtos e serviços, num bololô sem fim, que só foi perceber que havia comprado um CD pirata do Francisco Petrônio – Baile da Saudade, ao vivo no Vietnã –, quando começava a subir a longa escadaria...”

Para Padre ou Psiquiatra?

(clique no desenho para ampliar)
Sinopse

A Paz com Dinamite – Um pai ambicioso, egoísta, quer transformar o filho em sua extensão, não se importando com a personalidade própria dele. O menino é prodígio em invenções, um gênio ímpar precoce. Mas como todo ser humano reprimido, acaba por ter o seu lado obscuro acentuado. Isso se faz notar claramente em seus inventos.

Trecho


      “...Porém, o seu lado obscuro muitas vezes aflorava; fraquezas humanas! Às claras era um poço de virtudes, nas alcovas cientificas e masturbatórias, as taras vinham à flor d’água. Rejeitado por Cremilda, uma paixão avassaladora de sua adolescência onanista, que foi se aninhar justamente nos braços do Janjão, seu obeso e insuportável vizinho, Albert formulou uma terrível vingança. Movido pelas dores dilacerantes do coração e do cotovelo criou um micro-robô com reservatório acoplado para depositar o seu sêmen. Pretendia, na calada da noite, enquanto a moçoila dormia os seus sonos juvenis, teleguiar o robozinho carregado com os seus espermatozóides para dentro do órgão sexual de sua amada. Já que não seria sua, almejava deixar a sua marca na fêmea, o que todo homem deseja fazer em uma mulher: um filho!  Estudou até o momento mais adequado da madrugada, utilizando álgebras cambojanas e equações do nono grau. Descobriu que o estágio do sono REM, regido pela conjunção de Júpiter com Syrius, no quadrante do signo de Virgem, ascendente Touro, num dia de Iemanjá, seria o melhor ensejo. Só que o seu maquiavélico plano teve erro de identificação. O micro-robô, ao invés de entrar nas partes íntimas da pobre adolescente, foi em direção à avó, da cama ao lado. A coroa, que padece da síndrome de juventude, dormia com uma calcinha da neta. Acordou o quarteirão aos berros de orgasmo quando o robozinho esbarrou em seu hibernado e carente clitóris...”

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Primeiro...

A partir deste tópico, o nobre internauta poderá ter uma amostra de cada conto do livro, por intermédio da sinopse e um pequeno trecho do texto. 


Sinopse

O Médico e os Monstros – Um rapaz atormentado por fantasmas ou por doença mental? Vive um dilema em seu quarto nas madrugadas, com a pretensa visita de espíritos zomboteiros. Sua vida torna-se um fardo pesado, a família sofre sem saber direito o que se passa. Um prato cheio para a psiquiatria e espertalhões de plantão.

Trecho:


         “...O dr. Edmund Deud (lê-se Dóidi) Lancaster MacGregor Severino não acredita no que eu falo. Mas...eu juro, eu juro pela alma de minha santa mãezinha, que graças a Deus está viva, que eu vejo fantasmas reais! Eles são gozadores. Quando estou quase dormindo eles começam a me chamar: “Iuuu...Maracujino, estamos aqui!” Começam a contar piadas (de português e papagaio aos montes), fazem paródias, tiram sarro, provocações. Logo depois eles aparecem, como que por encanto. São sempre os mesmos. Um trio. Um trio que atormenta a minha vida e não me deixa dormir em paz. Um é gordo, bochechudo e glutão; outro é alto, magrelo, dentes tortos, usa óculos (fantasma usa óculos para quê?), orelhudo e babão; e o último é baixinho, chato, usa a camisa do Palmeiras e tem olhares incômodos.
         Este trio pinta e borda comigo. Quando falei para o meu pai que estava dando fantasma em casa e sugeri que chamássemos uma dedetizadora espiritual, ele quase me colocou numa camisa de força. E ainda me ironizou: “Tá pensando que fantasma é cupim?” Foi aí que acabei sendo levado até o dr. Edmund. Eles não acreditam em mim. Só eu sei o que ouço, vejo e tenha passado. Já convidei o dr. para passar uma noite aqui, mas ele diz que não acredita em fantasmas. No auge do desespero cheguei a convidar uma velha macumbeira para passar a noite em casa, mas o meu avô, todo assanhado, queria fornicar com a anciã feiticeira...”




O Livro...



O livro, em versões impressa e ebook, pode ser adquirido no site Clube de Autores, pelo link:



Este livro está registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, com o número 528.645. Todos os direitos são reservados ao autor.

Começando do Início...

      A Angelo Comunicación, o Clube de Autores e a Twenty Century Box apresentam, um fabuloso best(a) sellers: “Esse Mundo é Uma Brincadeira e Nós Somos a Sua Maior Piada”. Absoluto em vendas na Islândia, no topo entre os mais vendidos na Etiópia, milhões de exemplares comercializados no Ceilão e é sucesso até debaixo d’água em Atlântida. Tornou-se o livro mais vendido da história da Mongólia. Os prêmios chegam de todos os cinco cantos do planeta – e até de Marte! No Quênia, já abiscoitou o famoso prêmio “Leão Banguela da Savana”; no Vietnã faturou o não menos afamado galardão “Trincheira de Platina”. Segundo o mais respeitado crítico literário de Portugal, Joaquim Manoel Maria de Fátima: “...trata-se de uma obra de rara estilística dialética, um livro cheio de folhas, páginas e letras, que começa no começo e termina no fim. Será necessário a concepção de um novo adjetivo em nossa língua lusibrazuca, que consiga chegar o mais perto possível de expressar a magnificência desta obra literária ímpar. O autor é hoje, sem dúvida, o mais lidimo representante do texto de humor diurético e laxante, ou seja: o leitor se mija e se borra de tanto rir. Até espíritos de personalidades notórias da literatura, do humorismo e do picadeiro têm baixado nos terreiros de umbanda para elogiar a inigualável obra...”
      Pessoal, brincadeirinhas à parte, apresento a vocês o meu primeiro livro. Como se pode constatar, o tema central é o humor, mas há embutido no contexto, críticas sociais, acontecimentos históricos, exposição de idéias etc. O livro só foi possível ser lançado, por causa desse conceito revolucionário de publicação via internet. Papel que o Clube de Autores desempenha muito bem. Graças a esse advento, muitos escritores podem desengavetar as suas obras, realizando assim um velho sonho – sem ter que enfrentar as herméticas e quase intransponíveis barreiras do mercado tradicional.
      O livro “Esse Mundo é Uma Brincadeira e Nós somos a Sua Maior Piada” é composto por contos protagonizados por personagens extremamente atrapalhados, com a patetice no DNA, que vivem situações hilárias o tempo todo e que, não raro, desembocam num caos de acontecimentos; num pastelão literário. Diversão garantida para os momentos de lazer. Riso certo para curtir na cama depois de um dia de estafante rotina.
      Ratifico aqui a dedicatória que fiz no livro, para a minha inesquecível mãezinha – Maria Elisabete –, que foi embora antes que pudesse vê-lo publicado. Ela foi a grande incentivadora das minhas aptidões artísticas. Hoje, é uma estrela (que me guia!) no céu de tantas noites de sonhos e fantasia.