sábado, 12 de outubro de 2013

Perdidos no Planeta dos Macacos


Perdidos no Planeta dos Macacos é uma grande homenagem à espetacular ficção científica Planeta dos Macacos. Uma parceria de Angelo Júnior com Saulo Adami, este último, o maior especialista no assunto em terras brasileiras. Os quadrinhos são de Angelo e os contos de Adami. Diversão e fantasia garantida.


Trecho 

América do Norte, 3978.
Nos destroços da antiga Nova York, uma equipe de demolição está trabalhando. Os prédios, outrora imponentes, estão desaparecendo. Os demolidores movimentam-se, nervosamente. Uma antiga livraria está sendo esvaziada. Uma carroça está sendo utilizada para transportar livros e revistas, já invadidos pelas traças. O ar é rarefeito, e todos os operários usam macacões especiais e máscaras de oxigênio; a única saída para protegerem-se da forte radiação que toma conta do lugar, conhecido como a Cidade Proibida.
         No comando da demolição, o experiente Tony faz com que todos se apressem; o sol já está anunciando sua ida. Os demolidores apressam-se em afastar as carroças e os cavalos de montaria da área. Olhos de preocupação de Tony encontram o sol poente. O fio detonador começa a ser desenrolado, e os demais operários buscam abrigo.
         No interior do prédio que fica em frente a livraria, o homem sustentava uma estação de metrô. No subterrâneo, um casal de arqueólogos membros da equipe de demolidores, busca algo mais que mereça ser preservado.
         "Não é lugar para nós... ", admite Carol.
         "Nem para ninguém!", completa John.
         Antigos vagões enfileirados que deveriam estar rumando para o final do túnel, antes de tudo ficar inerte, há milhares de anos no passado. Cartazes nas paredes anunciam bebidas e alimentos futuristas, tudo no esquecimento. As bilheterias estão silenciosas. Não há sinal de vida humana, nem de qualquer outra.
         Carol e John começam a revirar papéis, em um velho arquivo de aço. John encontra uma série de pastas suspensas, e uma delas chama sua atenção. Ao abrir, acha graça ao ver as fichas dos empregados da companhia ferroviária: seres humanos vestindo terno e gravata. Carol também ri.
         Do lado de fora do prédio, o fogo avança, e quando o fio detonador acaba, dá-se o ruído do abreviamento. O prédio começa a implodir. O que se ê é um espetáculos que maravilha os olhos de todos os operários, que pulam como feras em festa, enquanto os cavalos ficam inquietos. A terra treme. 

Os Interessados podem encontrar o álbum, impresso ou no formato e-book, no link:



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